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::Resumo
O objetivo desta pesquisa foi avaliar o conhecimento da população brasileira a respeito da halitose (mau hálito) sob vários aspectos. Cirurgiões-dentistas, membros da ABHA (Associação Brasileira de Halitose), conduziram esta investigação em todas as regiões do país, sendo dois profissionais da região Norte, dois da região Sul, sete da região Sudeste e seis de cada uma das outras regiões. Um total de 679 cidadãos foi entrevistado por meio de um questionário previamente elaborado pelos membros da ABHA. Desta amostra, 188 eram habitantes da região Sudeste, 166 da região Nordeste, 161 da região Norte, 133 da região Centro-Oeste e 77 da região Sul.
De acordo com estes entrevistados, a halitose apresenta-se como um problema comum, já que 87% deles relataram conhecer pessoas portadoras de mau hálito e destes, 59% conheciam mais de sete pessoas com esse tipo de alteração.
Em relação à origem da halitose, houve empate técnico, pois 306 pessoas consideraram a boca e 303 o estômago. As vias aéreas superiores (nariz/garganta) foram apontadas em terceiro lugar. Quando questionados especificamente quanto à participação do estômago na origem do mau hálito, os participantes não entraram em contradição, pois 83% deles consideraram que o estômago associado a outras causas poderiam ser responsabilizados pela alteração do hálito. Contudo 10% afirmaram ter certeza que o estômago é o principal causador.
Constatou-se que 86% desses cidadãos acharam que a halitose é um problema que tem solução e apenas 1% pensa o contrário, sendo que a grande maioria (65%) procuraria em primeiro lugar, um cirurgião-dentista para resolver essa questão. Entretanto, 31% deles ainda buscariam um médico gastroenterologista como primeira opção. É interessante notar que apenas 3% dos entrevistados disseram que o estômago definitivamente não pode ser considerado na causa do mau hálito.
Em relação ao que seria importante para resolver ou melhorar o mau hálito, verificou-se que 64% dos participantes consideraram os hábitos de higiene bucal como, escovar os dentes (24%), limpar a língua (22%), usar fio dental (19%) e usar solução anti-séptica (9%). Cabe ressaltar que a hidratação do organismo é igualmente necessária para manutenção de um hálito agradável, porém apenas 6% dos entrevistados consideraram que beber água seria importante.
:: Conclusão
Esses resultados indicam que a halitose é uma questão de interesse público, pois mais da metade dos entrevistados conhecem mais de 7 portadores de halitose. Contudo, muito embora a população estudada acredite que halitose tenha solução, cabe destacar sobre a necessidade da implantação do tratamento da halitose nos serviços públicos, pois ainda há carência desta modalidade de atendimento.
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