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Tratamento do mau hálito: O que você precisa saber sobre isso?

Publicado em : 10/10/2017

Tratamento do mau hálito: O que você precisa saber sobre isso?

Halitose, que é a mesma coisa que mau hálito, é um assunto sobre o qual deveríamos falar com mais naturalidade, já que é muito mais comum do que se pensa. Porém, infelizmente, ainda não é todo mundo que está aberto para abordar esse problema que, se não identificado e tratado, pode até desencadear transtornos psicológicos ou psiquiátricos nos casos mais severos. Como vergonha não pode ser motivo para adiar o tratamento, muitos dos profissionais qualificados no diagnóstico e tratamento da halitose, ainda fazem questão de informar que as suas consultas preservam  o paciente de situações constrangedoras e que pacientes com mau hálito são muito comuns em seus consultórios.  

Mas, como tratamento do mau hálito é um assunto que gera muitas dúvidas, procurei responder as perguntas mais comuns. Confira! 

Mau hálito vem do estômago ou da falta de higiene?

Nem sempre. Na verdade, o estômago responde a apenas 2% dos casos e é muito comum receber nos consultórios pessoas com uma super higiene e ainda assim hálito alterado. Existem mais de 60 causas diferentes para as alterações e muitos tabus e notícias falsas sobre o assunto. Então, se você tiver dúvidas sobre o seu hálito, procure um profissional qualificado para o tratamento e diagnóstico. 

Como é uma consulta de halitose?

Primeiro, é preciso deixar bem claro que na saúde não existe uma "receita de bolo". Você não pode e não deve acreditar, em protocolos estabelecidos em duas ou três sessões. Por que, não? Porque somos seres com respostas fisiológicas e hábitos de vida completamente diferentes um do outro. 

Posso ter passado por uma falsa consulta de halitose?

Não. Não existe consulta falsa ou verdadeira. Pode sim, existir falsos profissionais, aqueles que não são cadastrados nos seus conselhos (exemplo: CRO), o que provavelmente não seria o caso.

Para exercer a odontologia, o Cirurgião-Dentista deverá estar inscrito no Conselho Regional de Odontologia do seu estado, salve raras exceções, quando o mesmo poderá fazer o atendimento em mais de um estado. 

Só o cirurgião-dentista que pode diagnosticar e tratar o mau hálito?

Não, o médico também poderá exercer essa função. A diferença é que 90% dos casos de halitose estão relacionados a alguma alteração bucal. Por isso, esse é o tema da campanha nacional de combate ao mau hálito de 2017 da Associação Brasileira de Halitose.

Equipamentos são indispensáveis no diagnóstico de halitose?

Hoje, todos nós damos muito valor aos equipamentos, mas, felizmente, também sabemos que eles são dispensáveis quando o assunto é diagnosticar o mau hálito. Os aferidores, também conhecidos como monitores portáteis do hálito, podem ser usados. A diferença é que eles poderão quantificar os gases mau cheirosos que eliminamos através da boca ou nariz. Entretanto, o aparelho nos dar números, de nada altera o diagnóstico e tratamento do mau hálito. Sendo assim, o "bom e velho" exame através do olfato dos examinadores, denominado organoléptico, nada perde para as diferentes tecnologias.

Além disso, de nada adianta um diagnóstico numérico se o profissional não sabe como tratar o problema de forma individualizada e adequada a cada uma das causas. Como já falei, na saúde não tem receita de bolo.

Você já ouviu falar em halitofobia?

A halitofobia é o grande motivo pelo qual algumas pessoas percorrem por diversos consultórios. É, isso pode acontecer por diversos fatores, incluindo é claro, a halitofobia. Para saber mais sobre o assunto, veja no site da ABHA o artigo sobre este assunto em abha.org.br/fique-por-dentro.

Uma dica é você ser honesto com você mesmo e com o profissional que irá ou está te tratando, pois o resultado positivo depende da sua confiança no plano de tratamento que lhe foi oferecido. Perceber alterações que elevem a sua segurança, confirmar as mesmas com pessoas da sua intimidade são ações que podem indicar que você está no caminho certo. No relacionamento profissional-paciente, todos devem fazer a sua "tarefa", é questão de dever, de consciência.

Não caia em ciladas! Confira algumas dicas:

- Duvide de tratamentos permanentes, ou seja, a cura. Ninguém no mundo pode-se dizer curado do mau hálito ou de alguma doença.
- Palavras insistentes de hálito fresco. Hálito não deve ter cheiro! Melhor dizendo, não existe hálito de menta. A menos, que ele seja do creme dental, enxaguantes bucais ou gomas de mascar com aroma de menta.
- Halitose não é doença! Então você não precisa de medicamentos.
- NÃO EXISTE e não é permitido pelo Conselho Federal de Odontologia, realizar diagnósticos e tratamentos à distância. Videoconferências são para se tratar negócios, e a sua saúde não é um deles! Diagnósticos e planos de tratamentos só deverão acontecer em consultas presenciais.
- Desconfie de tratamentos e exames gratuitos, vouchers, soluções "milagrosas" e e-books que prometem a cura do mau hálito.

Para saber mais a respeito de como prevenir e tratar o mau hálito, continue seguindo as nossas redes sociais e site (abha.org.br).

Agradecemos a leitura!

Dra. Karyne Magalhães
Cirurgiã-dentista / CRO-GO 7954
Vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA)



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